- A fiel testemunha (1:5)
- O primogênito dentre os mortos (1:5)
- O príncipe dos reis da terra (1:5)
- O Alfa e o Ômega (1:8, 21:6)
- O primeiro e o último (1:17)
- O que vive (1:18)
- O que tem na sua destra as 7 estrelas, o que anda no meio dos 7 castiçais de ouro (2:1)
- O que tem a espada aguda de dois fios (2:12)
- O Filho de Deus (2:18)
- O que tem seus olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes ao latão reluzente (2:18)
- O que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas (3:1)
- O que é santo, que é verdadeiro (3:7)
- O que tem a chave de Davi, o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre (3:7)
- O Amém, a testemunha fiel e verdadeira (3:14)
- O princípio da criação de Deus (3:14)
- O Leão da tribo de Judá (5:5)
- A raiz de Davi (5:5)
- O Cordeiro de Deus (5:6; 6:1; 7:9-10; 8:1 e outros)
- Dominador, verdadeiro e santo (6:10)
- Aquele que se chama "Fiel e Verdadeiro" (19:11)
- A Palavra de Deus (19:13)
- Rei dos reis, e Senhor dos senhores (19:16)
- Cristo (Messias), reinando com os santos na Terra por mil anos (20:6)
- A raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã (22:16)
dimanche 17 avril 2016
Os nomes de Jesus em Apocalipse
dimanche 4 octobre 2015
O ensino de Gênesis
dimanche 3 juillet 2011
Para os fãs de "Cardinot", "Cidade Alerta" e outros programas violentos
vendredi 24 décembre 2010
Uma bonita história de Natal
Bela história .... que nos faz entender que as coisas acontecem por uma razão
O novo pastor e sua esposa, recém-designados para o seu primeiro ministério, reabrir uma igreja no subúrbio do Brooklyn, chegaram no início de outubro animados com as suas oportunidades. Quando viram sua igreja, ela estava muito degradada e precisava de muito trabalho. Eles estabeleceram como meta deixar tudo pronto a tempo para ter seu primeiro culto na véspera de Natal.
Eles trabalharam duro, consertando bancos, reboco das paredes, pintura, etc, e em 18 de dezembro estavam à frente do cronograma e prestes a terminar.
Em 19 de dezembro um temporal terrível -- uma tempestade de vento atingiu a área e durou dois dias.
No dia 21, o pastor foi até a igreja. Seu coração gelou quando viu que o telhado tinha vazado, provocando a queda de uma grande área de reboco de cerca de 6 por 2,5 metros da parede frontal do santuário, logo atrás do púlpito, com início por volta da altura da cabeça.
O pastor limpou a sujeira no chão, e não sabendo mais o que fazer, senão adiar o culto de Natal, voltou para casa. No caminho, ele percebeu que uma empresa local estava promovendo uma feirinha, tipo brexó beneficente, e parou para ver. Um dos itens era uma fantástica toalha de mesa marfim feita à mão, com lindas cores e uma cruz bordada bem no centro. Ela era do tamanho certo para cobrir o buraco na parede frontal. Ele então comprou-a e voltou para a igreja.
Por esta altura já tinha começado a nevar. Uma senhora idosa vinha correndo na direção oposta tentando pegar o ônibus... Ela o perdeu. O pastor convidou-a para esperar dentro da igreja aquecida pelo próximo ônibus que viria somente 45 minutos mais tarde. Ela se sentou em um banco e não prestou atenção ao pastor, enquanto ele pegou uma escada, fixadores etc, para colocar a toalha de mesa como uma tapeçaria de parede. O pastor mal podia acreditar no quão bonito ficou e toda a área do buraco foi coberta.
Então ele notou que a mulher vinha andando pelo corredor central. Seu rosto era como uma folha de papel... 'Pastor', ela perguntou: 'de onde o senhor tirou essa toalha?' O pastor explicou. A mulher pediu-lhe que examinasse o canto inferior direito para ver se as iniciais EBG tinham sido bordadas lá. Elas lá estavam. Estas eram as iniciais da mulher, e ela tinha feito esta toalha há 35 anos, na Áustria.
A mulher mal conseguia acreditar na forma que o pastor contou que tinha conseguido a toalha. A mulher explicou que antes da guerra, ela e seu marido eram pessoas bem estabelecidas na Áustria. Quando os nazistas chegaram, ela foi forçada a sair. Seu marido iria segui-la na semana seguinte... Ele foi preso, enviado para a prisão e nunca mais ela viu seu marido ou sua casa novamente.
O pastor quis dar-lhe a toalha, mas ela fez o pastor mantê-la para a igreja. O pastor insistiu em levar-lhe até a sua casa, que isso era o mínimo que ele poderia fazer... Ela morava em Staten Island e tinha passado o dia no Brooklyn para um serviço de faxina.
Que culto maravilhoso tiveram na véspera de Natal. A igreja estava quase cheia. A música e o ambiente estavam ótimos. No final do culto, o pastor e sua esposa cumprimentaram todos à porta e muitos disseram que retornariam. Um homem mais velho, que o pastor reconhecia da vizinhança continuou estático sentado em um dos bancos, e o pastor se perguntava por que ele não estava saindo.
O homem perguntou-lhe de onde ele tirou a toalha na parede frontal porque era idêntica a uma que sua esposa havia feito anos atrás, quando viviam na Áustria, antes da guerra, e como era possível existirem duas toalhas tão parecidas.
Ele disse ao pastor como os nazistas chegaram, como ele forçou sua esposa a fugir para a segurança dela e que ele deveria segui-la, mas foi preso e colocado em uma prisão... Ele nunca mais vira sua esposa e sua casa, em todos esses 35 anos.
O pastor perguntou se ele lhe permitiria levá-lo para um pequeno passeio. Eles dirigiram até Staten Island e para a mesma casa onde o pastor havia levado a mulher, três dias antes.
Ele ajudou o homem a subir três lances de escada até o apartamento da mulher, bateu na porta e viu o maior encontro de Natal que ele poderia imaginar.
Essa é uma história real -- enviada pelo Pastor Rob Reid. Quem disse que Deus não trabalha de maneiras misteriosas?.. Pedi ao Senhor que abençoe você, como eu orei por você hoje, para orientá-lo e protegê-lo enquanto você segue o seu caminho. O amor Dele está sempre com você, Suas promessas são verdadeiras e, quando damos a Ele todos os nossos cuidados você sabe que Ele vai cuidar de nós.
Assim, quando a estrada em que estiver viajando parecer difícil, ou pior... Basta lembrar que estou aqui orando e que Deus fará o resto. Passe esta mensagem para aqueles que você deseja que Deus abençoe e não esqueça de enviá-la para a pessoa que pediu a Deus que abençoe você primeiro.
Quando não resta nada além de Deus, é quando você descobre que Deus é tudo de que você precisa. Pegue 60 segundos e faça essa tentativa! Tudo que você tem a fazer é simplesmente dizer a seguinte pequena oração para a pessoa que lhe enviou isto.
Pai, Deus, abençoe todos os meus amigos e família em o que quer que você sabe que eles podem estar precisando neste dia! Que as suas vidas sejam repletas de paz, prosperidade e poder e saúde!!!!! E que ele/ela procure ter um relacionamento mais próximo com você. Amém.
Em seguida, envie para outras cinco pessoas, incluindo aquele que a enviou para você. Em algumas horas cinco pessoas terão orado por você e você terá feito com que uma multidão de pessoas orem por outras pessoas. Em seguida, aguarde e veja o poder de Deus trabalhar em sua vida.
vendredi 27 août 2010
O que um cristão já sabe sobre um não cristão que acabou de conhecer?
Por Dan Phillips, traduzido do blog PyroManiacs
Digamos que eu nunca lhe vi na minha vida. Para a maioria de vocês, isso será verdade. Há muita coisa que eu não sei sobre você, coisas importantes para um relacionamento realmente genuíno. Eu provavelmente não conheço o seu temperamento, suas preferências em livros ou filmes ou comida, como você se comporta sob pressão, o que você acha engraçado, o que você pensa sobre política e cultura. Seu prato favorito, sua lembrança mais dolorosa, sua realização que lhe causa mais orgulho, sua maior vergonha e maior arrependimento. Há muita coisa que eu não sei.
Então se eu quiser lhe conhecer, eu tenho que lhe encontrar, sair com você, estar com você, observar-lhe, fazer algumas perguntas, escutar-lhe, e eu terei que manter minha mente aberta nisso tudo.
Isso é simplesmente o ABC de Relações Humanas, e é também o ABC da "Regra de Ouro".
No entanto, isso quer dizer que você e eu somos páginas em branco um para o outro? Dificilmente. Mesmo que eu nunca tenha lhe encontrado, tem muita coisa que eu já sei sobre você.
Vamos nos concentrar sobre o que eu já sei sobre um não-Cristão, no momento em que eu o encontro, antes mesmo que ele abra sua boca. (Esta lista, se exaustiva, poderia ocupar muitas postagens longas, e eu sei que vão adicionar comentários incluindo itens nos quais eu deveria ter pensado; mas aqui vamos nós.)
Se você não é um Cristão, eu sei certas coisas. Eu as conheço tanto antes que você diga uma só sílaba, e apesar de qualquer coisa que você possa dizer:
- Eu sei que você foi criado à imagem de Deus (Gênesis 1:26), e ainda carrega essa imagem (Genesis 9:6), embora o pecado tenha distorcido essa semelhança (Gênesis 5:1, 3; cf. Efésios 4:24), e mesmo que você tente insistentemente apagá-la (Romanos 1:18-32).
- Eu sei que tudo que você me disser vem de um coração que (A) se auto engana, e (B) que não tem noção desse auto-engano (Jeremias 17:9).
- Eu sei que você está em guerra contra Deus, e que O odeia (Romanos 8:7).
- Eu sei que você está sob a ira de Deus (João 3:36; Romanos 1:18; Efésios 2:3).
- Eu sei que você está morto para Deus (Efésios 2:1).
- Eu sei que é natural para você resistir à verdade de Deus, e de transformar verdades sobre Deus em formas que não ameacem sua guerra contra Deus (Romanos 1:18).
- Eu sei que até mesmo sua capacidade de ver e entender as verdades de Deus está tão entranhada pelo pecado que você pode ser na prática considerado cego para elas (Salmos 14:1-3; 1 Coríntios 2:14; Efésios 4:17-19).
- Eu sei que você está cego para a beleza e verdade do Evangelho (2 Coríntios 4:3-4).
- Eu sei que o que você mais precisa de mim é ser amado (Lucas 6:26-27).
- Eu sei que a expressão de amor específica que você mais precisa de mim não é que eu afirme nem permita os seus erros auto-destrutivos, nem que eu lhe fale sobre mim mesmo (2 Coríntios 4:5a).
- Eu sei que a expressão de amor específica que você mais precisa de mim é que eu lhe fale das boas novas sobre Jesus Cristo (2 Coríntios 4:5b), e que se você não ouvir essas boas novas, você não tem esperança de ser salvo da ira de Deus (Romanos 10:8-17).
- Eu sei que Jesus Cristo veio para salvar pessoas exatamente como você (Lucas 19:10; 1 Timóteo 1:15).
- Eu sei que se você crer no Evangelho e vier para Jesus Cristo, o Senhor salvador, em fé com arrependimento — e somente neste caso — você com certeza será salvo (Mateus 11:28-30; João 6:35, 37, 40; Atos 16:31; 17:30).
- Eu sei que se você não chegar a essa fé salvadora, você não tem nenhuma esperança (João 3:36).
- Eu sei que você tem que fazer isso, e que você só conseguirá fazer isso se Deus fizer em você um trabalho gracioso, miraculoso, que dá a vida (Mateus 11:25; João 3:3; 5:25-26; 6:37, 44-45, 65; 2 Coríntios 4:5-6; Efésios 2:1-10).
Como Cristão, e desde que eu esteja agindo como Cristão, eu sei essas coisas com certeza. Deus me disse essas coisas.
Se eu começo um relacionamento com um não-crente e não tenho essas coisas em mente, duas consequências desastrosas irão, com certeza absoluta, seguir:
- Eu serei desviado para o caminho errado; e
- Eu serei, na melhor das hipóteses, absolutamente inútil para você, e na pior das hipóteses, nocivo para você.
- "Mas isso não vai ajudar o diálogo!"
- "Mas isso só faz pré-julgar as pessoas!"
- "Mas os tempos mudaram, nós não podemos nos relacionar com as pessoas dessa forma!"
- "Mas as pessoas vão nos ver como arrogantes e radicais!"
- "Mas isso não vai fazer com que os estranhos se sintam valorizados e respeitados e queridos!"
A realidade é que não há maior arrogância do que rejeitar a palavra de Deus (Salmos 119:21).
O escravo de Cristo não está, para dizer o mínimo, preocupado em ser querido pelo mundo (Tiago 4:4). De fato, se ele for querido e abraçado e aplaudido pelo mundo, ele irá ficar preocupado (Lucas 6:26).
Porém, numa estranha reviravolta, ao não tentar ser amigo do mundo, o discípulo fiel que se aproxima do mundo com a sabedoria de Deus é o melhor amigo que mundanos jamais terão.
Porque ele, e somente ele, pode dizê-los como salvar-se da maldição para qual o mundo está se dirigindo (Atos 2:40; Gálatas 1:4).
mardi 29 juin 2010
Quino, Autor da Mafalda, desiludido c...
Quino, Autor da Mafalda, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso nos cartoons o seu sentimento.
vendredi 29 janvier 2010
Cristo, e este crucificado
Trecho do Sermão “Cristo Crucificado”, do pastor batista inglês Charles Spurgeon. Pregado na manhã de domingo de 11 de fevereiro de 1855, no Exeter Hall, Londres
(1 Coríntios 1:23, 1 Coríntios 2:2, Efésios 4:20)
Deixem-me muito brevemente dizer o que penso ser a pregação de Cristo, e este crucificado. Meus amigos, eu não acredito que seja pregar Cristo, e este crucificado, dar às pessoas um monte de filosofias a cada domingo de manhã e à noite, e negligenciar as verdades deste Livro Sagrado. Eu não acredito que seja pregar Cristo, e este crucificado, deixar de fora as principais doutrinas cardinais da Palavra de Deus, e pregar uma religião em que tudo é uma neblina e um nevoeiro, sem quaisquer verdades definitivas que sejam. Eu considero que um homem não prega Cristo, e este crucificado, quando durante todo um sermão não menciona sequer uma única vez o nome de Cristo; nem esse homem prega Cristo, e este crucificado, quando deixa de fora a obra do Espírito Santo, quando nunca diz uma palavra sobre o Espírito Santo, de maneira que de fato os ouvintes podem dizer: "Nós não temos como saber se existe um Espírito Santo". E eu tenho a minha própria opinião particular, que não existe tal coisa como a pregação de Cristo, e este crucificado, a menos que você pregue o que hoje em dia é chamado de Calvinismo. Eu tenho minhas próprias opiniões, e essas eu sempre falo com ousadia. É um apelido chamar de Calvinismo. O Calvinismo é o Evangelho, e nada mais do que isso. Eu não creio que podemos pregar o Evangelho, a menos que preguemos a justificação pela fé sem obras; a menos que preguemos a soberania de Deus na sua dispensação da graça; nem ao menos que exaltemos o eleito, constante, eterno, imutável, conquistador amor de Jeová; nem, creio eu, podemos pregar o evangelho, a menos que ele esteja baseado sobre a redenção peculiar que Cristo fez para o seu povo eleito e escolhido; nem posso eu compreender um evangelho que permite que os santos caiam depois que eles são chamados, e onde filhos de Deus serão queimados no fogo da condenação, depois de terem crido. Tal evangelho eu abomino. O Evangelho da Bíblia não é um evangelho como esse. Nós pregamos Cristo, e este crucificado de uma forma diferente, e para todos os contradizentes nós respondemos: "Mas vós não aprendestes assim a Cristo."
vendredi 16 octobre 2009
Critica ao Livro "A vida com Proposito", de Rick Warren
Primeiro Dia - Tudo começa com Deus
Este livro começa bem. Os três primeiros
parágrafos trazem uma promessa de mais
grandes coisas por vir. Somos instados a
considerar Deus em primeiro lugar em todas as coisas, porque Ele é o
Criador de todas as coisas. Isto é
precisamente onde Calvino começou suas
Institutas da Religião Cristã,
ressaltando que enquanto o conhecimento de si e o
conhecimento de Deus parecem envolver um ao
outro, na verdade o real
conhecimento de si depende do verdadeiro
conhecimento de Deus. O Sr. Warren
prossegue, elaborando sobre dois métodos
possíveis de buscar o
verdadeiro auto-conhecimento: a especulação
e a revelação. Nisto, ele também ecoa o
procedimento de Calvino. Corretamente, ele descarta a especulação.
Dado que não somos o Criador, portanto, não podemos nos pronunciar
com autoridade sobre o sentido da criação. Corretamente, ele
destaca a revelação, e com razão, ele identifica a revelação
como a Palavra de Deus; a Bíblia. O Criador fala e assim define a
realidade criada. Nosso conhecimento de nós mesmos, e de toda a
criação, é verdadeiro se for baseado na revelação.
No
entanto, no que se segue a grande promessa do que está por vir é
destruída. O Sr. Warren afasta-se de Calvino e de toda sabedoria
bíblica e bem fundada. Nas Institutas, Calvino parte para a reflexão
sobre o impedimento do pecado e sobre a verdadeira Doutrina da
Revelação na Bíblia. O Sr. Warren escamoteia a questão do pecado
completamente. Assim, uma pergunta crucial é deixada de lado e,
portanto, fica sem resposta: se somos a criação de Deus, então por
que há dificuldades em se saber disso e em compreender corretamente
nós mesmos e a realidade? Tendo contornado essa investigação
completamente, o Sr. Warren, portanto, não traz nenhuma culpa para
elaborar uma Doutrina da Revelação. Este afastamento da sabedoria
bíblica conduz a muitos problemas, alguns dos quais são exibidos
durante o decorrer deste primeiro dia.
Mesmo tendo destacado
a "revelação" sobre a especulação, ele repetidamente
fala do verdadeiro auto-conhecimento como aquilo que nós
"descobrimos" (p. 18, 19, 20). Nossa "descoberta"
é dita vir, "... através de um relacionamento com Jesus
Cristo" (p.20). Mas, sem qualquer ideia clara do pecado em
vista, esta ideia de "descoberta" não pode ser
significativamente retratada como alguma coisa envolvida na Redenção.
Esse problema sugere um refinamento da pergunta feita acima: se eu
sou criação de Deus, então por que eu deveria estar sem um
relacionamento com Jesus Cristo? Realmente, como é possível para
qualquer criatura existir a menos de estar relacionada com o Criador?
No entanto, não há nenhum indício de consideração dessas
questões. Em vez disso, há apenas a garantia de que está dentro de
nossa iniciativa e força começar uma tal relação; como ele diz,
"Se você não tem essa relação, eu vou explicar
posteriormente como começar uma" (p.20) . Isso, por sua vez,
sugere outras questões, como por exemplo: Se Deus é o Criador de
toda a realidade, e assim determina o significado e o propósito de
todas as coisas, então como pode ter sentido falar de uma relação
entre Deus e a Sua criatura, como dependente da iniciativa e poder da
criatura? O Sr. Warren não nos fornece nenhuma explicação.
De
fato, se eu "descubro" o meu significado e o meu propósito
através da iniciativa que eu exerço para começar um
relacionamento com Jesus Cristo, então o que realmente resta de um
"Criador" ou qualquer "revelação" que consista
em Sua Palavra? Como a Bíblia é essencialmente diferente do Corão,
o Talmude, os Upanishads, o Bhagavad Gita, os Vedas, o I-Ching, o
Ovídio, et. al.? Como a Bíblia é essencialmente diferente dos
pensamentos da minha própria mente? O Sr. Warren encerra este
primeiro dia com o que é suposto ser uma história inspiradora de um
romancista russo ateu, que foi tomado por um grande desespero. E
então, "... de repente, por si só, uma frase apareceu: Sem
Deus a vida não faz sentido." (p.21) Como a Bíblia é
essencialmente diferente de "por si só, uma frase apareceu"?
Pode-se sugerir que a experiência do ateu russo é um exemplo da
"revelação geral" da Natureza. De fato, a ortodoxia
bíblica afirma que uma vez que os homens são de fato as criaturas
de Deus e feitos à Sua imagem, é de sua natureza saberem disso e
conhecê-Lo, embora no pecado eles procuram fugir Dele. Mas o Sr.
Warren não traz nenhuma discussão comparando e contrastando a
revelação “geral” da Natureza e a revelação “especial” da
Bíblia. O ateu russo é apresentado como alcançando a verdadeira fé
em Deus através de pensamentos que surgem na sua mente.
A
ortodoxia bíblica defende, por um lado, que a revelação geral da
Natureza é suficiente para que todos os homens conheçam seu dever
para com Deus e, portanto, são "indesculpáveis" em seu
pecado (Rm 1:18-23), e por outro lado, que somente a revelação
especial da Bíblia é suficiente para a regeneração do homem na
verdade (Rm 10:6-17). "Revelação" significa que Deus nos
revela o que nós não poderíamos saber a menos que Ele nos falasse.
Isto é o que torna a Bíblia diferente de outros "textos
sagrados." A Bíblia é a Palavra do Criador sobre toda a
realidade. Outros textos são as palavras de homens. A ideia
verdadeiramente cristã é manter uma distinção clara e profunda
entre o Criador e a criatura - entre o Deus que define e determina
toda a realidade e o homem que habita, experimenta, e é limitado
pela realidade. A autoridade da Bíblia, no pensamento e na vida dos
homens é fundada sobre esta distinção. Sem esta distinção, a
mente e os pensamentos de "Deus" não podem finalmente
serem separados da mente e os pensamentos do homem. Neste caso, não
poderia haver nenhuma diferença significativa entre a Bíblia e
quaisquer outras palavras que pudéssemos encontrar.
Até
então a mensagem do Sr. Warren parece ser: 1) O homem é uma
criatura de Deus, mas 2) de algum modo a "criatura" pode
existir sem relação com o "Criador"; 3) embora isto seja
problemático para a criatura, no entanto ela pode exercer o seu
poder e iniciativa para entrar em relação com o Criador; 4) algo
que nós temos o hábito de se referir como "revelação"
de alguma forma estará envolvido nesta "descoberta" do
significado e o propósito da vida. Os conceitos do Sr. Warren sobre
"Deus", "Homem", "Revelação" e
"Descoberta" são bastante nebulosos. Portanto, nesses
termos uma transformação de um homem da insignificância e
inutilidade em significado e propósito é um processo mal definido
de tornar-se; a criatura de alguma forma torna-se o que o Criador a
fez para ser. Como o Sr. Warren o coloca, "Trata-se de se tornar
o que Deus o criou para ser" (p.19).
Em contraste com
isso, uma mensagem biblicamente ortodoxa defende que 1) é da
natureza da criatura estar relacionada com o Criador - que nada pode
existir fora dessa relação (Col. 1:17); 2) que o problema do Homem
não consiste em uma dificuldade metafísica onde de alguma forma lhe
falta essa relação, mas de uma dificuldade moral de ser um pecador,
que infringiu a Lei de Deus e, portanto, permanece culpado diante
Dele, ou seja, ele não está sem relação com Deus, mas carrega a
relação de um pecador diante do seu Juiz, em vez de um filho diante
de seu Pai, 3) que, portanto, a necessidade do homem não é "iniciar
um relacionamento com Jesus", mas encontrar um remédio para o
seu pecado; 4) e que a evidência da Natureza é suficiente para
condenar todo homem que se recuse a se curvar diante do seu Criador,
mas que somente a Palavra de Autoridade do Criador, o único que
determina e interpreta toda a realidade, é suficiente para nos
ensinar as verdades positivas de quem somos, o fato do nosso pecado,
e o remédio oferecido por Deus em Cristo.
Enquanto o Sr.
Warren começou seu tratado com a promessa de uma "distinção
criatura/Criador," essa promessa não foi cumprida. Embora ele
tenha pronunciado palavras negando a "especulação", no
final, a visão que ele construiu pode não ser nada mais do que
especulativa. Sua caracterização da verdade de Deus como uma
“descoberta” humana implica numa correlação, e não numa
distinção, do “Criador” e a “criatura”. Neste caso, o que
podem “Criador” e “criatura” realmente significarem? Ou o
homem é um pecador que deve humilhar-se diante do seu Criador para
aprender da Sua Palavra a verdade do Criador e da criatura, ou então
ele é “alguém que procura”, moralmente neutro, que deve
permanecer livre para determinar o significado de “criador” e de
“criatura” para si mesmo. O Sr. Warren deixou o pecado fora da
discussão por completo, enquanto que sem uma verdadeira distinção
"Criador/criatura" não pode haver uma ideia
verdadeiramente bíblica do pecado. Sem uma ideia verdadeiramente
bíblica do pecado, o Sr. Warren é forçado a uma posição de ter
que abraçar justamente a especulação que ele fez um espetáculo ao
rejeitar. Na falta de uma verdadeira ideia do problema básico do
homem, ele é impedido de sugerir um verdadeiro remédio. Sua solução
tem tudo a ver com "relacionamento" e nada tem a ver com
"Redenção". Mesmo assim, seus parágrafos de abertura
apresentam uma centelha de verdade. Temos que manter a esperança de
que esta centelha possa ainda ser acesa e que suas deficiências
possam ser superadas nos dias vindouros.
Por S. C. Mooney, em Purposen-Driven Journal
mercredi 16 septembre 2009
Obtendo o máximo de sua igreja, Parte 1
Obtendo o máximo de sua igreja, Parte 1
Atos 1:13-15,
Atos 2:42, João 8:31; Números 22-25
Código: QA178
John MacArthur
(traduzido do original em
inglês: http://www.gty.org/Resources/Questions/QA178 )
A igreja mudou bastante ao longo dos séculos, tendo se tornado mais complexa e empresarial. Hoje, ela é uma organização massiva, com denominações, comissões, comitês, conselhos, e programas. Muitas vezes ela funciona mais como uma empresa do que como um corpo, uma fábrica, em vez de uma família, uma corporação ao invés de uma comunidade.
A igreja também se tornou obcecada com o sucesso, estabelecendo metas superficiais e atribuindo prêmios aos que conseguirem espremer o maior número de pessoas nos bancos da igreja aos domingos. Muitos líderes de igreja entram em pânico quando a linha começa a cair no gráfico, indicando uma queda na frequência e nas finanças. Como resultado, muitas igrejas se tornaram nada mais do que centros de entretenimento, oferecendo espetáculos a rebanhos passivos de frequentadores improdutivos. Tais métodos trazem as pessoas para a igreja, mas são incapazes de produzir qualquer crescimento genuíno, bíblico, depois que elas vêm à igreja.
A menos que o Senhor Edifique a Igreja
Mas Deus nunca planejara a igreja desta forma - e Ele ainda não o faz assim. Em Mateus 16:18 Jesus diz: "edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela". Nada vai dominar a igreja. Mas nosso Senhor nos deu uma condição para essa grande promessa: "edificarei a minha igreja" (itálicos acrescentados). A garantia de Cristo é válida somente quando Ele constrói a igreja da Sua maneira.
Quando um edifício precisa ser construído, um arquiteto o concebe, produz um projeto, e um empreiteiro é contratado para construí-lo. Se o edifício não é construído de acordo com o projeto aprovado, o inspetor da prefeitura não vai liberá-lo. Da mesma forma, Deus elaborou um projeto para a igreja, e Cristo vai construí-la através de nós, de acordo com esse projeto. Quando seguimos o Seu projeto, as portas do inferno não prevalecerão contra nós. Mas se nós nos afastarmos do Seu projeto, nós perderemos essa garantia. Igrejas dos tempos do Novo Testamento, ao longo da história, e por toda a América fizeram exatamente isso. Muitas deixaram de existir porque não permitiram que Cristo construísse Sua igreja da Sua maneira.
Em Apocalipse 3:1, o Cristo ressuscitado tem o seguinte a dizer à igreja de Sardes: "Conheço as tuas obras [eram uma igreja ativa, com muitos programas], que tens nome de que vives, e estás morto". Apesar das aparências, essa igreja era operada por pessoas como aquelas que Coleridge tornou famosas em The Rime of the Ancient Mariner: "Cadáveres ocupam o navio; mortos puxam os remos; mortos içam as velas; mortos dirigem o navio". Sardes era um cadáver eclesiástico porque afastou-se do projeto divino.
Uma igreja do Novo Testamento seguiu o projeto perfeitamente. A primeira igreja - a igreja de Jerusalém - nasceu em uma reunião de oração no Dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo veio e encheu cerca de 120 pessoas reunidas em um cenáculo (Atos 1:13-15; 2:1-3). Após uma manifestação dramática da mudança que veio sobre aquelas pessoas, Pedro pregou para o povo (vv. 4-40). Quando ele terminou, cerca de 3.000 pessoas foram acrescentadas à igreja (v. 41). Você poderia pensar que uma igreja desse tamanho teria muitos problemas. Mas ela tinha poucos, pois seguiu o projeto.
Na sua infância, a igreja era imaculada e pura. O povo não sabia nada sobre construir uma igreja, eles não tinham nenhum precedente. Eles não tinham um livro sobre igrejas, eles nem sequer tinham o Novo Testamento. Não havia conferências, seminários, convenções, ou peritos que a igreja pudesse olhar. Ainda assim, ela foi construída da maneira de Jesus; e, como tal, é o modelo para a igreja de hoje.
De Volta ao Projeto
Atos 2:42 revela o projeto que eles seguiram: "E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações." Essas coisas compõem a verdadeira função e a vida da igreja. Cada uma delas é vital.
A Composição da Congregação
Jesus constrói uma igreja apenas com aqueles que creem. Os versículos 41 e 42 identificam a igreja como sendo composta por aqueles que "receberam a sua palavra [de Pedro]" e "perseveravam". Jesus disse: "Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos" (João 8:31). Primeira João 2:19 diz: "Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco". Permanecer em Cristo é prova de salvação. A igreja em Jerusalém estava cheia de pessoas salvas.
Embora isso possa parecer um princípio tão óbvio, muitas igrejas estão cheias de pessoas não salvas. Um pastor me disse: "Eu acho que o problema da nossa igreja é que metade do conselho não é salvo." Isso é um problema: Como pode Deus e Satanás operarem a igreja juntos? Não há lugar na igreja para pessoas que não amam a Jesus Cristo.
Agora isso não significa que nós não devemos receber os não-crentes como convidados. Nós queremos que eles frequentem a igreja para que possam ouvir sobre Jesus Cristo e cheguem a um conhecimento salvador Dele. No entanto, os membros da igreja - aqueles que servem a Cristo - devem ser salvos.
O que Cristo disse à igreja de Pérgamo ilustra o perigo de uma mistura de crentes e não-crentes na igreja: "Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e fornicassem" (Apocalipse 2:14). Cristo acusou aquela igreja de comprometer-se.
A "doutrina de Balaão" refere-se a Números 22-25. Balaque, rei dos moabitas, queria eliminar Israel. Ele contratou Balaão para amaldiçoar Israel. Quando isso não funcionou como planejado, Balaão inventou um plano alternativo. Ele ensinou a Balaque que corrompesse Israel, permitindo que as mulheres moabitas se casassem com os Israelitas. O plano de Balaão funcionou, e o poder de Israel foi minado.
Isso é exatamente o que aconteceu em Pérgamo. A estratégia de Satanás era simples: infiltrar infiéis na igreja. Uma vez que eles se estabeleceram na igreja, ensinaram adultério espiritual e imoralidade. A condenação de Cristo deixa claro que os cristãos devem, a todo custo, permanecerem puros e separados do mundo. Paulo disse: "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. "(2 Coríntios 6:14-16).
Em Atos 2:38, Pedro diz: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo". Se a igreja é construída da maneira de Cristo, ela não somente será redimida, mas também fortalecida pelo Espírito Santo. Auto-interesse, objetivos pessoais, e pecado devem ser abandonados para que o Espírito de Deus possa estar no comando na assembléia dos fiéis.
E sobre a sua igreja - Você já analisou o rol de membros ultimamente? Você conhece a condição espiritual de cada membro? Essa é a responsabilidade de cada igreja local, pois Cristo só vai abençoar uma igreja empenhada em possuir membros regenerados.
vendredi 7 août 2009
O casamento como ele foi concebido para ser
Efésios 5:22-33, Lucas 1:38, Gênesis 2:24, Deut. 22:6
John MacArthur
Nossa sociedade saturada pelo entretenimento ajuda a nutrir todos os tipos de ilusões sobre a realidade. A fantasia da relação romântica e sexual perfeita, o estilo de vida perfeito, e o corpo perfeito mostram-se todos inatingíveis, porque a realidade nunca chega ao nível da expectativa.
As piores consequências vêm em relação ao casamento. Quando duas pessoas não conseguem atingir as suas expectativas recíprocas, elas irão procurar pela sua satisfação fantasiosa no próximo relacionamento, na próxima experiência, na próxima emoção. Mas esse caminho só leva à auto-destruição e ao sentimento de vazio.
O casamento é o ápice da família, o alicerce da civilização humana. Uma sociedade que não honra e protege o casamento mina a sua própria existência. Por quê? Porque um dos projetos de Deus para o casamento é mostrar para a próxima geração como um marido e uma mulher demonstram amor recíproco, sacrificial, um com o outro.
Mas, quando maridos e esposas abandonam esse amor, o seu casamento deixa de ser o que Deus pretendia. Quando o casamento falha, toda a família se despedaça; quando a família falha, toda a sociedade sofre. E histórias de sofrimento da sociedade enchem as manchetes todos os dias.
Agora, mais do que nunca, é o momento dos cristãos declararem e colocarem em evidência o que a Bíblia declara: o padrão de Deus para o casamento e a família é o único padrão que pode produzir significado, felicidade e realização.
Instruções divinas para esposas
Uma das passagens mais explícitas da Escritura que define o padrão de Deus para o casamento é Efésios 5:22-33. As esposas frequentemente sentem o peso dessa seção, mas a maior parte da passagem lida com a atitude do marido e as suas responsabilidades com a sua esposa. No entanto, aqui está a responsabilidade da esposa perante o Senhor:
Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor. Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja: sendo ele próprio o salvador do corpo. De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos (v. 22-24). Submissão em nada implica uma diferença em essência ou valor; ela se refere, no entanto, a uma submissão voluntária de si mesmo. Esposas, a submissão deve ser sua resposta voluntária à vontade de Deus – a submissão é uma disposição de abdicar de direitos em favor de outros crentes, em geral, e de uma autoridade ordenada, em particular, neste caso, o seu próprio marido.
Maridos não são para tratar as suas esposas como escravas, latindo comandos para elas; eles são para tratar as suas esposas como iguais, assumindo a sua responsabilidade, dada por Deus, de cuidar, de proteger e proporcionar-lhes sustento.
Da mesma forma, esposas cumprem sua responsabilidade, dada por Deus, quando se submetem voluntariamente aos seus próprios maridos. Isso reflete não apenas a profundidade da intimidade e vitalidade na sua relação, mas também o senso de propriedade que uma esposa tem para seu marido.
Tenha em mente que a submissão da esposa exige participação inteligente: "Uma sujeição apática, mecânica, não é desejável, se é que isso é possível. A percepção rápida, o discernimento moral claro, o bom instinto de uma mulher fazem dela uma conselheira cuja influência é inestimável e quase sem limites" (Charles R. Erdman, As epístolas de Paulo aos Colossenses e a Filemon [Philadelphia: Westminster, 1966], 103).
Elisabeth Elliot, escrevendo sobre "A essência da feminilidade", oferece um resumo do ideal de Deus para esposas:
Diferentemente de Eva, cuja resposta a Deus foi calculada e interesseira, a resposta da virgem Maria não traz nenhuma hesitação quanto a riscos, ou perdas, ou a interrupção de seus próprios planos. É uma auto-entrega total e incondicional: "Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra" (Lucas 1:38). Isto é o que eu entendo ser a essência da feminilidade. Significa rendição.Pense numa noiva. Ela entrega a sua independência, o seu nome, o seu destino, a sua vontade, ela mesma para o noivo em casamento... O espírito manso e quieto do qual Pedro fala, chamando-o “precioso diante de Deus” (1 Pedro 3:4), é a verdadeira feminilidade, que encontrou o seu exemplo ideal em Maria (John Piper, Recuperando a Masculinidade e Feminilidade Bíblicas [Wheaton , Ill.: Crossway, 1991], 398, 532, ênfase acrescentada). Instruções divinas para Maridos
Depois de dar as diretrizes divinas para a submissão da esposa, Paulo dedica os próximos nove versículos de Efésios 5 à explicação do dever do marido de se submeter à sua esposa através do seu amor por ela: "Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela" (v. 25). O modelo do amor do Senhor pela Sua igreja é o modelo do amor do marido por sua esposa, e ele se manifesta de quatro maneiras.
O amor sacrificial
Cristo amou a igreja, "entregando-se a si mesmo por ela." O marido que ama sua esposa como Cristo ama Sua igreja vai desistir de tudo o que ele tem por sua esposa, incluindo a sua vida se for necessário.
A maior parte de vocês, maridos, daria um aval verbal favorável a isso -- literalmente morrer por sua esposa é uma possibilidade tão remota para a maioria de vocês. Mas eu especularia que é muito mais difícil fazer sacrifícios menores, porém reais, por ela.
Maridos, quando vocês põem de lado os seus próprios gostos, desejos, opiniões, preferências, e bem-estar para agradar à sua esposa e satisfazer as necessidades dela, então vocês estão realmente morrendo para si mesmos a fim de viver viver para sua esposa. E é isso que o amor de Cristo exige.
O amor que purifica
Cristo amou a igreja de maneira sacrificial, com este objetivo em mente:
Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível (v. 26-27).O amor quer somente o melhor para a pessoa quem ama, e não pode suportar que alguém que ama seja corrompida ou enganada por qualquer coisa má ou nociva. Se você realmente ama sua esposa, você vai fazer tudo o que estiver em seu alcance para manter a santidade, virtude, e pureza dela, a cada dia da sua vida.
É óbvio que isto significa que você não fará nada que possa desonrá-la. Não expô-la ou deixá-la aceitar qualquer coisa que possa trazer mácula em sua vida. Não tentá-la em pecar por, digamos, induzir uma briga ao tocar em um assunto que você sabe que é sensível para ela. O amor sempre procura purificar.
O amor que sustenta
Um outro aspecto do amor divino é este:
Assim devem os maridos amar a suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta, como também o Senhor à igreja (vv. 28-29).A palavra traduzida "sustenta" significa literalmente "aquecer com o calor do corpo" -- é usada para descrever um pássaro sentado no seu ninho (por exemplo, Deut. 22:6). Maridos, vocês devem proporcionar um refúgio certo, quente, seguro para a sua esposa.
Quando a sua esposa necessitar de força, dê-lhe força. Quando ela precisar de incentivo, dê-lhe incentivo. O que quer que ela necessite, você é obrigado a fornecer o melhor que puder. Deus escolheu você para sustentá-la e protegê-la, para nutri-la e acalentá-la, e a fazê-lo ", como também o Senhor à igreja."
O amor inquebrável
Para que um marido ame a sua esposa como Cristo ama a Sua igreja ele deve amá-la com um amor inquebrável. Nesta citação direta de Gênesis 2:24, Paulo enfatiza tanto a permanência quanto a unidade do casamento: "Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa carne" (v. 31). E o padrão de Deus para o casamento ainda não mudou.
Maridos, a sua união com a sua esposa é permanente. Quando você se casou, você teve que sair, unir-se, e tornar-se um com sua mulher -- nunca volte atrás nisso. Deixe sua esposa descansar na segurança de saber que você pertence a ela, para toda a vida.
Assim como o corpo de Cristo é indivisível, o ideal de Deus para o casamento é que ele seja indivisível. Assim como Cristo é um com a Sua igreja, você maridos são um com suas esposas.
Paulo continua, dizendo: "Grande é este mistério: digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja." (v. 32). Por que é que o amor sacrifícial, que purifica e cuida é tão fortemente enfatizado na Escritura? Porque a santidade da igreja está unida à santidade do casamento.
Cristão, o seu casamento é um testemunho da relação entre Cristo e a Sua noiva, a igreja. Seu casamento, ou irá dizer a verdade sobre essa relação, ou ele irá dizer uma mentira.
O que o seu casamento está dizendo ao mundo que o observa? Se vocês andarem na força do Espírito, se renderem à Sua Palavra, e forem mutuamente submissos, vocês podem ter certeza que Deus irá lhes abençoar abundantemente e glorificar o Seu Filho por meio do casamento de vocês.
Adaptado de Different By Design, por John MacArthur
samedi 18 juillet 2009
Cristo é nosso único tesouro
João Calvino (Institutas II, xvi, 19 – traduzido do francês)
Ora, já que nós vemos que toda a soma e todas as partes de nossa salvação estão compreendidas em Jesus Cristo, nós temos que evitar transferir a menor parte que seja a outros lugares. Se nós buscamos salvação: o nome de Jesus nos ensina que ela está somente Nele. Se nós desejamos os dons do Espírito Santo: nós os encontraremos na Sua unção. Se nós buscamos força: ela está no Seu senhorio. Se nós desejamos encontrar doçura e benignidade: Sua natividade no-la apresenta, pela qual Ele se tornou semelhante a nós, para demonstrar a Sua compaixão. Se nós desejamos redenção: Sua paixão no-la dá. Em Sua condenação, nós temos nossa absolvição. Se nós desejamos que a maldição nos seja retirada: nós obtemos esse bem em Sua cruz. A satisfação, nós a temos em Seu sacrifício; a expiação, em Seu sangue; nossa reconciliação foi feita pela Sua descida ao inferno. A mortificação de nossa carne se encontra no Seu sepulcro; a nova vida, em Sua ressurreição, na qual nós também temos a esperança de imortalidade. Se nós buscamos a herança celestial: ela nos é garantida pela Sua ascensão. Se nós buscamos ajuda e conforto, assim como abundância de todos os bens: nós os temos no Seu reino. Se nós desejamos aguardar o julgamento em segurança: nós também temos esse bem, pois Ele é o nosso juiz.
Em suma, já que os tesouros de todos os bens estão Nele, nós devemos Dele os tirar para sermos saciados, e não de outros lugares. Pois aqueles que não estão satisfeitos Nele, oscilam em diversas esperanças, ainda que tiverem o seu foco principal Nele, não se mantêm no caminho correto, porque desviam uma parte de seus pensamentos para outros lugares. Aliás, essa falta de confiança não pode penetrar em nosso entendimento quando, uma vez por todas, nós temos realmente conhecido as Suas riquezas.
jeudi 16 juillet 2009
Tópicos em Mordomia Cristã
Mordomia = regalia?
dicionário: administração dos bens de uma casa ou de um estabelecimento alheio
Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam. Porque Ele a fundou sobre os mares, e a firmou sobre os rios. (Salmos 24:1-2)
Tudo é do Senhor
Mordomia Cristã, definição da confissão de fé da Convenção Batista do Sul dos EUA:
Deus é a fonte de todas as bênçãos, temporais e espirituais; tudo o que temos e somos devemos a Ele. Os cristãos têm uma dívida espiritual para com o mundo todo, uma confiança sagrada no evangelho e uma mordomia vinculada às suas posses. Eles são, portanto, obrigados a servi-Lo com seu tempo, talentos e posses materiais; e devem reconhecer que tudo lhes foi confiado para que utilizem para a glória de Deus e o auxílio a outras pessoas. De acordo com as Escrituras, os cristãos devem contribuir de maneira alegre, regular, sistemática, proporcional e liberal para o avanço da causa do Redentor na Terra.
Tudo entregarei (CC 295)
Publicado pela primeira vez em 1896. Testemunho do autor, Van de Venter, sobre a sua composição1:
Durante muitos anos eu estudei arte. Minha vida inteira foi moldada por essa busca e o serviço cristão ativo era a coisa mais distante da minha mente. Meu sonho era me tornar um notável e famoso artista. Após terminar a faculdade, eu estudei desenho e pintura sob tutela de um professor alemão bem conhecido. Para me ajudar financeiramente, eu dei aulas em escolas e, eventualmente, tornei-me supervisor de arte nas escolas públicas de Sharon, Pensilvânia.
Foi durante esse período da minha vida que um avivamento foi realizado na Primeira Igreja Metodista da qual eu era membro. Fiquei muito interessado nessas reuniões como colaborador. O Espírito de Deus estava me impelindo a desistir do ensino e entrar no campo evangelístico, mas eu não dei o braço a torcer. Eu ainda tinha um ardente desejo de ser um artista. Essa batalha me consumiu por cinco anos. Finalmente chegou o momento em que eu já não pude mais aguentar e então me entreguei completamente - todo o meu tempo e os meus talentos. Foi então que um novo dia iniciou-se em minha vida. Eu escrevi “Tudo Entregarei” em memória da época, em que, após a longa batalha, eu me rendi e entreguei minha vida ao serviço cristão ativo para o Senhor.
Sobre Van de Venter, o evangelista Billy Graham deu o seguinte testemunho2:
Um dos evangelistas que influenciaram a minha pregação no início do meu ministério, era também compositor, e escreveu “Tudo Entregarei”, o Rev. Van de Venter. Ele era um visitante regular no Florida Bible Institute (agora Trinity Bible College), no final dos anos 1930. Nós, estudantes, amávamos aquele cavalheiro, gentil, profundamente espiritual e, frequentemente, nos reuníamos em sua casa de inverno em Tampa, Flórida, para uma noite de comunhão e cânticos.
dimanche 5 juillet 2009
O "checklist" do cristão
O que fazer nas áreas "cinzas"
Artigo do Pr. John MacArthur (com pequenas adaptações na tradução)1 Coríntios 10:25-29; 1 Coríntios 10:32-33; Romanos 14:23
Uma das minhas alegrias como pastor é guiar as pessoas através da Palavra de Deus e explicar as implicações da Palavra em suas vidas. Excita-me ajudar os outros, esclarecendo um ponto de doutrina, interpretando um versículo difícil, ou respondendo quaisquer outras questões. Entre as preocupações levantadas pelas pessoas, não me lembro da última vez que alguém me perguntou se era errado mentir, enganar, roubar, matar, cometer adultério, ou cobiçar. Também faz muito tempo que alguém quis saber se um cristão deve ler a Bíblia, orar, ou falar para os outros sobre a salvação em Jesus Cristo. A Bíblia é muito clara sobre essas coisas.
No entanto, existe uma categoria de perguntas que se encontra em uma zona intermediária. Estas são as questões relacionadas com características da liberdade cristã que se encontram numa área "cinza". Que tipo de entretenimento é aceitável? Que tipo de música é ok? O que um cristão pode ou não fazer no domingo? E sobre o que vestir, o que comer e beber, ou como você gasta o seu tempo livre – a Bíblia trata dessas coisas?
Alguns diriam: "Não, a Bíblia não as aborda. Façam o que quiserem fazer – vocês são livres em Cristo!" Embora seja verdade que a Bíblia não lista especificamente todas as decisões possíveis que você irá enfrentar na vida, ela aborda sim todas as escolhas, através de princípios que regem a liberdade cristã. Quando você comparar suas escolhas em "áreas cinzas" com a seguinte lista de princípios da Palavra de Deus, eu garanto que você encontrará tanto clareza quanto verdadeira liberdade de viver sua vida para a glória de Deus.
Será que isso vai me beneficiar espiritualmente?
Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam (1 Coríntios. 10:23).
Algo que "convém" é útil, idôneo, ou interessante para você fazê-lo; e a ideia por trás de "edificar" é de crescer espiritualmente. Assim, baseado neste versículo, pergunte-se, "Será que fazer isso melhora minha vida espiritual? Será que isso cultiva a minha santificação? Será que isso vai me fazer crescer espiritualmente?" Se não, você deve seriamente questionar se esse comportamento é a melhor escolha.
Será que isso vai me trazer servidão?
Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma (1 Coríntios. 6:12).
Na segunda parte deste versículo, Paulo diz, "Eu não me deixarei dominar por [coisa] nenhuma." Se o que você está considerando fazer pode se tornar um vício, por que insistir nisso? Não permita que você se torne um servo de coisa alguma, nem de ninguém. Você é um servo do Senhor Jesus Cristo, e apenas dEle.
Será que isso vai corromper o templo de Deus?
Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus (1 Coríntios. 6:19-20).
Não faça nada que você sabe que vai prejudicar o seu corpo ou trazer-lhe vergonha – ele é o instrumento do qual você dispõe para glorificar Deus. Romanos 6:13 diz, "Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça." A maneira que você escolhe usar o seu corpo deve sempre refletir sua preocupação em honrar Jesus Cristo.
Será que isso vai fazer alguém tropeçar?
Ora a comida não nos faz agradáveis a Deus, porque, se comemos, nada temos de mais e, se não comemos, nada nos falta. Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos (1 Coríntios. 8:8-9).
Este é o princípio do amor. Como Romanos 13:10 diz: "O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor." Se você sabe que sua escolha – que você considera "dentro dos limites" e permitida – faz outro cristão tropeçar e pecar, ame esse irmão o suficiente para restringir a sua própria liberdade. Isso não é muito popular na nossa sociedade egoísta, mas é bíblico. Insistir em praticar uma liberdade legítima que provoca problemas para outro cristão é um pecado. Pois, “pecando assim contra os irmãos, e ferindo a sua fraca consciência, pecais contra Cristo. Por isso,” disse Paulo, “se a comida escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize” (1 Coríntios. 8:12-13).
Será que isso vai atrapalhar a causa da evangelização?
Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus. Como também eu em tudo agrado a todos, não buscando o meu próprio proveito, mas o de muitos, para que assim se possam salvar. (1 Cor 10. :32-33).
Esteja ou não você ciente disso, o que você permite ou proíbe no seu comportamento afeta o seu testemunho de Cristo – e o mundo está observando. O que sua vida diz sobre Deus é uma questão de testemunho. Seu testemunho, quer fala a verdade sobre Deus, quer fala uma mentira. As escolhas que você faz nas áreas "cinzas" devem refletir a sua preocupação em não trazer ofensas à reputação de Deus, e ao invés disso trazer-Lhe louvor.
Será que isso vai violar a minha consciência?
Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado (Rom. 14:23).
Primeira Coríntios 10:25-29 contém três referências à abstenção de uma certa prática "por razões de consciência". Nunca pratique violar sua consciência. Se a sua consciência está incomodada pelo que você esteja considerando fazer, não o faça. Se você não tem certeza, não faça isso. É difícil destacar o suficiente o valor de uma consciência limpa, vale a pena manter sua consciência limpa de modo que a sua relação com Deus não seja prejudicada. Se você se mantiver em oração e no estudo da Palavra de Deus, você irá informar sua consciência, de forma que você possa "andar como filhos da luz... aprovando o que é agradável ao Senhor" (Efésios. 5:8, 10).
Será que isso vai trazer glória a Deus?
Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus (1 Coríntios. 10:31).
Este versículo é claramente tanto a síntese quanto a meta de todos os princípios que eu compartilhei. Não é o grito de nosso coração glorificar o nosso Senhor e Salvador com nossas vidas? Pense em sua decisão – Ele será glorificado, honrado, e louvado por ela? Para que possamos dizer, juntamente com Jesus, "Eu glorifiquei-Te na terra" (João 17:4).
Então que perguntas você tem? Compare-as com os princípios acima e desfrute da sua liberdade em Cristo – a liberdade de ser aquilo que Ele criou você para ser!
vendredi 3 juillet 2009
A Importância do "Velho"
O ancião à senhora eleita, e a seus filhos, aos quais amo na verdade, e não somente eu, mas também todos os que têm conhecido a verdade (II João 1:1)
Uma particularidade da cultura brasileira que acho bastante curiosa é o culto ao “moderno”. Por aqui, parece que algo “moderno” é necessariamente bom, ou ao menos de melhor qualidade em comparação ao que o havia antes. Mas por que isso? Afinal de contas, moderno não é simplesmente “novo”? Não deveríamos considerar esse termo totalmente neutro em relação à virtude do objeto que qualifica? O novo é necessariamente bom?
Lembro-me de quando servi de guia turístico improvisado para uma senhora francesa, aqui em Recife. Ela achou Boa Viagem um bairro totalmente desinteressante (exceto a praia), comentário dela: “aqui é tudo moderno”. O francês típico é como um brasileiro às avessas: o “moderno” é frio, desprovido de história, sem interesse. O que podemos aprender com ele? A senhora francesa adorou se mudar do seu hotel em Boa Viagem para uma pensão em Olinda, numa casa colonial. Aí sim, que ambiente pitoresco, cheio de história, aconchegante.
Penso que as atitudes opostas de brasileiros e franceses são muito ligadas a história de seus países respectivos. A França foi uma super-potência mundial, e não é mais. Os franceses vivem então numa grande melancolia daquilo que “foram e não são mais”. O antigo, o histórico, isso é o importante, a essência da civilização. Já o brasileiro tem um complexo de país atrasado, nós queremos nos modernizar, somos o (eterno?) país do futuro! Então o que queremos é o moderno!
Provavelmente, as duas posições são extremas, e nós devemos tentar encontrar um equilíbrio, nos modernizarmos quando isso for bom, e não esquecermos nossa história, aprendendo com ela. Obviamente isso é mais fácil de dizer do que praticar...
Mas por que o versículo de II João 1:1 na abertura desse texto? Nele, o apóstolo João se apresenta simplesmente como “o ancião”. É provável que ele assim o tenha feito, não somente porque já estava com a idade avançada, mas porque estava desde o começo da carta enfatizando a sua “autoridade”. Culturas da região do início do cristianismo até hoje têm uma reverência e respeito aos “anciãos” muito destacada. Dificilmente se inserido em uma “cultura do moderno” o apóstolo teria se apresentado como “o ancião”.
Isso é um problema das igrejas na nossa cultura brasileira contemporânea. Frequentemente criamos uma verdadeira “obsessão” de modernidade, temos que mudar tudo para tornar a igreja atrativa para as novas gerações.
Recentemente, o pastor Kevin DeYoung (um jovem, de pouco mais de 30 anos), propôs a reflexão seguinte no seu blog. Em I Reis 22:43-44 temos o seguinte texto:
“E [o rei Josafá] andou em todos os caminhos de seu pai Asa, não se desviou deles, fazendo o que era reto aos olhos do Senhor. Todavia os altos não se tiraram; ainda o povo sacrificava e queimava incenso nos altos”
Josafá fazia o que era reto aos olhos do Senhor, com uma exceção: os altos. Esses lugares de sacrifício, herança de culturas pagãs, estavam tão entranhados na cultura local que não foram removidos. DeYoung propõe então a seguinte questão: o que poderíamos identificar como “os altos” das nossas igrejas contemporâneas? Obviamente não podemos fornecer uma resposta dogmática a essa pergunta, afinal os nossos “altos” são justamente erros que não conseguimos notar, de tão permeados que eles estão no nosso dia-a-dia.
Mas por que eu estou falando nessa reflexão do Pr. DeYoung? Porque ele arrisca-se a propor 5 altos das nossas igrejas, um deles sendo a “idolatria da juventude”, o que está intimamente relacionado ao que vinhamos comentando. DeYoung escreve:
Além disso, nós idolatramos a cultura jovem. Nesse aspecto, somos um produto da cultura na qual estamos inseridos (que é, afinal, o que torna altos tão difíceis de serem notados). Todo o mundo está focalizado na faixa demográfica dos 16-29 anos. Tudo é orientado para o que a próxima geração gosta. A cultura jovem é a nossa cultura pop. Isso é tão verdade dentro da igreja quanto fora dela. Nenhuma igreja fala sobre reinventar a igreja de tal forma que ela ressoe com as pessoas mais velhas. Mas muitos de nós estão preocupados em como mudar tudo para que os jovens gostem. Talvez isso aconteça porque os mais velhos são pessoas maduras o suficiente para renunciar aos seus desejos na esperança de tornar a igreja mais suportável para a juventude. Isso seria um exemplo de humildade altruísta. Mas isso não significa que temos que automaticamente supor que o que os jovens gostam é como as coisas devem ser. Os jovens muitas vezes não sabem do que eles deviam gostar. Na maioria das culturas ao longo da história os anciões eram reverenciados por sua sabedoria e respeitados pela sua idade. Será que nós não fizemos o contrário nos nossos dias e reverenciamos os jovens pelos seus gostos e os respeitamos por, bem, não serem velhos?
Mais importante ainda, não temos honrado os membros mais antigos de nossa igreja como deveríamos. Quer seja porque os imaginamos como demasiadamente liberais, ou demasiadamente conservadores, nós tendemos a supor que os mais velhos do que nós simplesmente não entendem. É verdade, às vezes, eles não entendem. Mas o que deveríamos começar supondo é: estes irmãos e irmãs têm caminhado com o Senhor por um longo tempo, talvez eles tenham visto algo que eu ainda não aprendi. Ao invés disso, assumimos que, por sermos jovens, os nossos gostos e estilos devem ser a regra e os velhos simplesmente devem lidar com isso.
Como temos muitos estrangeiros na nossa igreja, eu me tornei mais consciente do quão pouco minha cultura americana incentiva a honrar os pais e respeitar os mais velhos. Infelizmente, vemos isto em muitas igrejas onde o ministério jovem é tudo e o ministério sênior é praticamente nada. Nossa igreja nunca teve muitos aposentados, por isso só agora estamos aprendendo a amar e ministrar melhor para essas pessoas. Eles não estão de forma alguma desamparados (ainda que, de vez em quando, a maioria de nós se sente desamparada), mas eles enfrentam desafios especiais (problemas de saúde, solidão, morte de amigos) que gerações mais jovens não entendem. Nós guiamos as crianças quando elas devem ser desafiadas a fazer mais por si próprias, mas não damos ajuda suficiente para os idosos quando eles realmente não pode fazer tanta coisa por conta própria.
Temos que acabar com quaisquer regras não-escritas que digam que igrejas cheias de pessoas idosas não são merecedoras do tempo de um pastor jovem. E precisamos parar de separar cada geração em seu próprio grupo específico. Os jovens precisam demais dos idosos para continuarmos fazendo isso (e os idosos também irão se beneficiar dos jovens).
Idolatrar nossos anciãos não é a resposta para o problema do culto da juventude. Mas há muito mais embasamento bíblico (e precedentes históricos) para exibirmos honra e deferência para com o que pensam os mais velhos, do que nossa atual obsessão com os caprichos e desejos dos pré-adolescentes, adolescentes, e vinte e poucos anos.
Para finalizar, eu gostaria de deixar um texto, do Gilbert K. Chesterton. Chesterton publicou, em 1908, um livro que se tornou um grande clássico da apologética (defesa da fé através da razão) cristã: Ortodoxia. É um livro delicioso de ler, cujo texto integral (em inglês) já está no domínio público, e pode ser encontrado livremente na internet. Ele também foi traduzido para o português, já o vi em livrarias evangélicas. Em um certo momento, Chesterton faz colocações, bastante ingeniosas, mesmo que provocativas, sobre a importância de levarmos em consideração nossas “tradições”:
Mas há uma coisa que eu nunca consegui entender desde minha juventude. Eu nunca fui capaz de entender de onde as pessoas tiraram a ideia de que a democracia era de certa forma oposta à tradição. É óbvio que a tradição é simplesmente a democracia estendida ao longo do tempo. É confiar em um consenso de vozes humanas ao invés de em algum registro isolado ou arbitrário. (...) Aqueles que incitam contra a tradição, dizendo que os homens no passado eram ignorantes, podem ir e fazê-lo no Carlton Club, juntamente com a declaração de que os eleitores nas favelas são ignorantes. Não vai funcionar conosco. Se damos grande importância à opinião dos homens comuns, em grande unanimidade, quando estamos lidando com questões do dia-a-dia, não há razão pela qual devemos ignorá-los quando lidamos com história ou fábula. A tradição pode ser definida como uma extensão da franquia. Tradição significa dar votos à mais obscura de todas as classes, nossos antepassados. É a democracia dos mortos. A tradição se recusa a se submeter à pequena e arrogante oligarquia dos que simplesmente, por acaso, estão andando. Todos os democratas são contra que homens sejam desqualificados pelo acidente do seu nascimento; a tradição é contra que eles sejam desqualificados pelo acidente da morte. A democracia nos diz para não negligenciarmos a opinião de um homem honesto, mesmo se ele é o nosso mordomo; a tradição nos pede para não negligenciarmos a opinião de um homem honesto, mesmo quando ele é nosso pai. Eu, de maneira alguma, posso separar as duas concepções de democracia e tradição; parece-me evidente que elas são a mesma ideia. Teremos os mortos em nossos conselhos. Os gregos antigos votavam com pedras; os antepassados devem votar com pedras tombais. É tudo bastante normal e oficial, pois a maioria das pedras tombais, assim como a maioria das cédulas eleitorais, são marcadas com uma cruz.
Que tenhamos sabedoria para conciliarmos o novo e o antigo de forma a edificarmos o Corpo de Cristo no presente, e no futuro, sem esquecer o nosso passado.
samedi 27 juin 2009
Eu gosto do que a Bíblia ensina
(de Kevin DeYoung, traduzido do original em inglês)
Cristãos não devem apenas acreditar no que a Bíblia ensina, eles devem gostar do que a Bíblia ensina. Toda a Escritura não é simplesmente suportável, mas proveitosa e inspirada por Deus (2 Tim. 3:16). A lei deve ser o nosso deleite (Salmos 1:2; 119:77; Rom. 7:2). Devemos amar os mandamentos de Deus (Salmos 119:47; 1 João 5:3).
Isto significa que obediência mecânica não é o objetivo. Não queremos nos submeter aos nossos maridos por dever, ou nos sacrificarmos por nossas mulheres por obrigação, ou nos abster de sexo porque Deus é malvado e deve ser ouvido, mas porque queremos. Deus quer mais do que uma obediência resmunguenta ou conformidade externa, ele quer que nos deleitemos na lei de Deus, em nosso interior. Então preste atenção não apenas às suas vontades, mas às suas afeições.
Isto também significa que devemos acabar com linguagens pseudo-espirituais do tipo "Eu não gosto do que a Bíblia diz sobre isso, mas ainda assim eu acredito." Tolice. Embora eu ache que, no fim das contas, é melhor que alguém abrace o complementarianismo chutando e gritando ao invés de ignorá-lo, por que é que você está chutando e gritando com a Palavra de Deus, para começo de conversa? [nt. complementarianismo: visão bíblica de que homens e mulheres não são “iguais”, mas possuem papéis complementares] Eu entendo que todos nós podemos ter períodos de conflito onde lutamos para poder entender completamente e abraçar algum elemento do ensinamento bíblico. Mas, como atitude permanente, uma aceitação resmunguenta não é uma boa opção. Não confiamos que Deus é bom? Não é a lei do Senhor, nosso deleite?
Acreditar mas não gostar do que a Bíblia diz é também um refrão comum quando se trata da doutrina do inferno. Obviamente, nenhum de nós deve ficar alegre ao pensar em pecadores sofrendo em tormento eterno. Afinal, Paulo estava bastante triste com a situação dos seus parentes segundo a carne. Mas angústia a respeito das almas dos perdidos é diferente de uma opinião flutuante sobre a existência do inferno. Quando dizemos coisas como "Se dependesse de mim não haveria um inferno, mas a Palavra de Deus o ensina, então eu acredito", não estamos sendo extra-piedosos, apenas extra-insultuosos.
Primeiramente, não depende de nós. Nunca dependeu e nunca dependerá, por isso vamos tirar isso da mesa. Em segundo lugar, quando nos posicionamos dessa maneira, parece que nos consideramos melhores do que Deus, como se estivéssemos tentando ser um "bom policial" enquanto Deus é um "mau policial." Ainda, e mais importante, estamos ignorando o objetivo do inferno. Deus é glorificado no julgamento dos ímpios. Isso é um grande tabu para ouvidos pós-modernos (ou modernos), mas é verdade. Não fosse pelo inferno, a justiça de Deus não seria feita e a glória do seu nome não seria confirmada. Se nós aceitarmos a doutrina do inferno apenas resmungando, nós não aprendemos a nos deliciar na glória de Deus acima de todas as coisas. Ainda não aprendemos a orar como o nosso primeiro pedido, "Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome."
A Bíblia é verdade e a Bíblia é boa. Quando aceitamos a sua verdade sem realmente gostar dela, só estamos a meio caminho da fé madura. Somos como crianças dizendo "Desculpa" enquanto olhamos para baixo, como um marido comprando flores para que sua esposa não fique zangada, como uma namorada que passa uma vista na carta do seu amado, quando ela deveria apreciar cada palavra e cada verdade em seu coração. Leia a Bíblia. Acredite na Bíblia. Delicie-se em tudo o que ela afirma. Qualquer coisa inferior a isso não é bom para a sua alma.
mardi 23 juin 2009
Resenha: Homilética - da pesquisa ao púlpito
Capítulo 1: Para compreender a tarefa
Este capítulo começa apresentando a homilética como arte e ciência da pregação. Em seguida, o autor destaca a importância da pregação na missão da igreja, como um instrumento pelo qual "a mensagem de Cristo é proclamada, vidas são salvas e os salvos são doutrinados, santificados, edificados e equipados".Nos é destacada a importância do sermão como mensagem do Senhor, e a necessidade de um bom conteúdo e uma boa forma, esta última como maneira de facilitar a comunicação do conteúdo. Jilton Moraes, não deixa de nos alertar que "um sermão com uma boa forma e sem conteúdo é como algodão-doce: pode até impressionar a alguns, mas não permanece; pode até ser bonito, mas não alimenta; pode até atrair, mas não passa de água com açúcar."
O autor enfatiza a necessidade de estudar incansavelmente a palavra de Deus e pregar com a vida, "pois o pregador que não pode viver as palavras que prega precisa calar-se e viver antes de falar."
Em seguida, Jilton Moraes insiste na importância da buscar de inspiração no Senhor, assim como conhecer os ouvintes a fim de alcançar a máxima relevância nos sermões. Faz questão de ressaltar, no entanto, que "o sermão não é eloquente pelo modo como é elaborado ou pregado; não são os princípios homiléticos ou retóricos que determinam a eloquência da mensagem, mas o fato de provir de uma vida nas mãos do Senhor, de ser pregada com a força do assim diz a Palavra do Senhor." (ênfase no original)
É então posto em destaque a importância do amor, sem o qual a pregação não passa de fazer barulho. O pregador deve cultivar a humildade, sendo capaz de chegar ao mais inculto ouvinte, tendo sempre em mente o exemplo de Cristo, o Senhor da Pregação. Por fim, o pregador deve manter-se informado sobre o mundo que o cerca, para melhor conhecer o povo e as suas necessidades.
O capítulo 1 se encerra destacando que embora o trabalho homilético seja de grande importância, é preciso que o pregador se prepare "espiritual, emocional e fisicamente para comunicar com vida, aos pés do Senhor, a mensagem capaz de transformar e edificar vidas."
samedi 20 juin 2009
Os laços que unem
1 Pedro 4:11, 2 Coríntios 7:1 Código: A308
John MacArthur (traduzido do original em inglês)
Você já percebeu quão diferentes os membros da mesma família podem ser? Uma criança pode ser melancólica, enquanto outra é ligada na tomada. Uma pode ser especialmente dotada em música, e uma outra, que não tem interesse em música, pode se sobressair no esporte. Em alguns casos, elas não se parecem nada umas com as outras ou até mesmo com seus pais. No entanto, os membros de uma família compartilham um vínculo mais forte do que as suas diferenças.
Da mesma forma, no Corpo de Cristo, as igrejas desenvolvem as suas personalidades próprias. Algumas podem insistir em cultos formais, enquanto outras crescem em um ambiente descontraído. Mas a coisa mais importante acerca de uma igreja não são as coisas superficiais que a tornam diferente, mas o que ela tem em comum com as outras assembléias cristãs.
Existem algumas verdades – doutrinas fundamentais – com as quais toda igreja verdadeira está comprometida. Essas doutrinas são inalteráveis; elas não podem ser comprometidas de forma alguma. Elas não são negociáveis. Ao abandonar qualquer ponto, a igreja deixa de ser uma igreja. Aqui estão cinco verdades fundamentais que distinguem todas as igrejas autênticas.
Uma Visão Elevada de Deus
É essencial que uma igreja se veja como um corpo de crentes concebidos para a glória de Deus. Infelizmente, a maioria das igrejas hoje se desviaram dessa prioridade e desenvolveram um foco humano: satisfazer as necessidades humanas. Em vez de proclamar fielmente a Palavra de Deus, suficiente para direcionar as mentes das pessoas para Deus, líderes da igreja respondem a necessidades superficiais com soluções temporárias como psicologia, auto-estima, entretenimento, ou uma miríade de outras distrações.
Como resultado, a igreja já não é um organismo que enfatiza o conhecer e glorificar Deus, é uma organização que tenta ajudar as pessoas a se sentirem bem consigo mesmas. Mas se você conhece e glorifica Deus, você não precisa se preocupar com suas necessidades, porque "o temor do Senhor é o princípio da sabedoria" (Prov. 9:10). Quando o seu relacionamento com Deus é correto, a sua perspectiva sobre as suas necessidades também será correta. Isso não significa que devemos ignorar as necessidades das pessoas – devemos estar preocupados com as pessoas da mesma forma como Deus está. Mas deve haver um equilíbrio, e ele começa com uma visão elevada de Deus.
Temos que levar Deus a sério e glorifica-Lo. Sim, devemos chegar às pessoas com o amor de Cristo, mas Deus deve ser o foco da nossa adoração e da nossa vida.
A autoridade absoluta da Escritura
Uma segunda verdade inegociável é a autoridade absoluta da Escritura. Deus se revela principalmente através das páginas da Escritura; é por isso que temos de mantê-la como nossa autoridade absoluta.
Porque acreditamos que a Escritura é verdade, precisamos proclamá-la com convicção e sem relativismo ou pedido de desculpas. A Bíblia faz afirmações ousadas, e cristãos que acreditam nela devem afirmá-la corajosamente.
Qualquer um que proclama a Palavra de Deus fielmente e corretamente vai falar com autoridade. Não é nossa própria autoridade. Na medida em que nosso ensinamento seja fiel à verdade da Escritura, ele tem todo o peso da autoridade do próprio Deus que lhe é subjacente. Isso é um pensamento chocante, mas é precisamente como 1 Pedro 4:11 nos instrui para lidar com a verdade bíblica: "Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus".
Se a Bíblia é verdade, então ela também possui autoridade. Como verdade divinamente revelada, ela carrega todo o peso da autoridade do próprio Deus. Se você declara acreditar na Bíblia, você deve ceder, em última instância, à autoridade bíblica. Isso significa torná-la o árbitro final da verdade - a regra pela qual toda outra opinião é avaliada.
Sã doutrina
Outra verdade inegociável para a igreja é a sã doutrina. Se você tem uma visão elevada de Deus e está comprometido com Ele, você irá obedecer a palavra Dele. O conteúdo da Palavra de Deus é a sã doutrina.
Inúmeros cristãos hoje são vagos sobre doutrina. Muitos pastores oferecem sermões curtos que podem ser estimulantes ou fazerem suas congregações se sentir melhor, mas eles têm pouco a ver com as verdades que interessam. Precisamos de verdades com as quais possamos nos agarrar - verdades sobre Deus, a vida e a morte, céu e inferno, o homem e o pecado, redenção através de Cristo, o ministério do Espírito Santo e anjos, a posição do crente em Cristo, e Satanás e o seu reino. Você precisa ser capaz de ler um texto bíblico, descobrir o que ele diz, e extrair-lhe os princípios divinos. O povo de Deus precisa de doutrina sólida, para construir suas vidas sobre ela.
Santidade Pessoal
Temos de estabelecer fronteiras quando se trata de santidade pessoal e ter cuidado ao que nos expomos ou expomos nossos filhos. Nós não ousamos abaixar nossos padrões para os padrões do mundo. Os cristãos são chamados a viver uma vida pura, e não podemos comprometer isso.
Segunda Coríntios 7:1 diz, "Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus." Uma igreja deve aplicar essa norma (ver Mateus 18:15-17). É por isso que implementamos a disciplina da igreja onde eu pastoreio. Se alguém peca, nós o confrontamos para o seu próprio bem e pelo bem da igreja como um todo.
Muitos cristãos não estão tão preocupados com a sua santidade pessoal como deveriam estar. Onde você está, em termos de santidade e de comunhão verdadeira com o Deus vivo? Líderes da igreja não são os únicos que devem viver vidas santas. Você não pode ter um compromisso hesitante com Deus e esperar que ele aja através de você.
Autoridade Espiritual
Mais um componente que é encontrado em uma igreja bíblica é a autoridade espiritual. Uma igreja deve entender que Cristo é a cabeça da igreja (Eph. 1:22, 4:15) e que Ele aplica Sua lei na igreja por meio de anciãos devotos (1 Thess. 5:13-14; Hebreus. 13:7, 17).
Hebreus 13 diz para nos sujeitarmos àqueles que nos pastoreiam no Senhor, porque eles velam por nossas almas. Sigamos o exemplo deles. Paulo diz: "reconheçais os que trabalham entre vós e que presidem sobre vós no Senhor, e vos admoestam; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obra.” (1 Tess. 5:12-13).
Sou um dos muitos líderes em nossa igreja. Eu sou aquele que Deus escolheu para pregar, mas sou apenas um ancião dentre muitos. Embora existam variações nos dons dos líderes espirituais, mesmo assim há uma igualdade de autoridade espiritual entre aqueles que a Bíblia chama de anciãos ou superintendentes. Essa liderança espiritual é essencial para a Igreja de Jesus Cristo. É por isso que a igreja deve estar comprometida com a formação e a obedecer líderes devotos.
Há espaço para diversidade dentro do Corpo de Cristo. Mas toda igreja verdadeira está unida por certas verdades inegociáveis. Certifique-se de que você e sua igreja estão comprometidos com os laços que unem.